domingo, 16 de março de 2008

S.E.Q.S.O. PORTO

Hoje no Porto, após várias denúncias de discriminação no bar “Lusitano”, que é considerado “LGBT FRIEND”, várias associações e movimentos decidiram agir. Fizemos assim uma acção directa de distribuição de panfletos a denunciar a situação. Porque o respeito pela diversidade Humana têm que estar muito acima do respeito pelo €.

Identidade de Género

Bem como já tenho feito noutros post que tenho feito, começo mais uma vez por dar uma pequena definição de identidade de género que vem no famoso site da Wikipedia:
“Na sociologia, identidade de género refere-se ao género com que a pessoa se identifica (i.e, se a mesma se identificar como um homem, uma mulher ou se a mesma vê-se a si mesmo como fora do convencional), mas pode também ser usado para referir-se ao género que certa pessoa atribui ao indivíduo tendo como base o que tal pessoa reconhece como indicações de papel social de género (roupas, corte de cabelo, etc.).”
A partir desta definição pode-mos tirar várias conclusões, não existem duas identidades de género (Homem e Mulher); e que a identidade de género é também influenciada e “rotulada” pela sociedade, já que a mesma vai definir a identidade de género de cada um consoante o seu papel social de género (trabalho, maneira de estar, a sua aparência, ect…)

A verdade é que não ainda não tenho muita informação sobre o assunto, já que é de tal maneira complexo, que podemos ler de umas pessoas texto que dizem que só existem duas identidades de género como outras que dizem haver provavelmente tantas formas e complexidades de identidades sexuais e identidades de género como há seres humanos, e há um igual número de formas de trabalhar as identidades de género na vida diária. Mas existe consenso em alguns aspectos, que a identidade de género é algo que é descoberto desde a nossa infância, e que na definição da mesma é imposto pela sociedade, directa ou indirectamente, um papel social de género (por exemplo: nos homens o uso de calças a cabelo curto, nas mulheres saias e cabelo comprido).

Esta questão da identidade de género está intimamente ligada com o transgenderismo que consiste no quebrar das regras sociais que ditam a forma como cada sexo se deve comportar. O transgenderismo é independente da orientação sexual. A palavra transgenderismo é também utilizada por algumas pessoas para incluir num só termo transexuais, travestis, transformistas, andróginos e intersexuais.

Mais uma vez um tema que leva a muitas perguntas (e que não é abordado nas escolas). Terá o estado que rotular a identidade de género dos seus cidadãos? Por exemplo quando no novo cartão electrónico de identificação pede o sexo do seu portador. Terá o estado o direito de “rotular” assim as pessoas, não respeitando quem não se identifica nem com o ser Homem ou Mulher? Devemos nós impor duas identidades de género com a desculpa de isso beneficiar a coesão social? Ou a coesão social faz-se a partir do respeito da diversidade humana, sem se oprimir nenhuma das suas vertentes?
Porque as perguntas são muitas e não cabem todas aqui, espero pelo teu comentário e que a discussão se inicie…

Diogo Silva

(escola Secundaria de Rio Tinto)

sexta-feira, 7 de março de 2008

sábado, 1 de março de 2008

Prostituição...

Este é sem duvida um dos temas mais difíceis de falar. Mas acho que nós jovens devemos e temos que abordar esta temática, ela existe desde a nossa vida em sociedade e nunca vai desaparecer. Por isso o melhor é discuti-la para tentar-mos chegar a novas conclusões…

Se formos ver a uma enciclopédia ou dicionário, a definição mais provável que iremos encontrar é a seguinte; “troca consciene de favores sexuais por interesses não sentimentais ou não afectivos (ex. dinheiro, bens materiais, informações, etc.).”
A partir desta definição em cima partimos do princípio que todas e todos que praticam a prostituição o estão a fazer de livre consciência e vontade. Mas a realidade é que a partir da segunda metade do XX a ONU denunciou e tentou tomar medidas para o controle da prostituição no mundo, isto porque era grandes grupos de crime organizado que controlavam o mercado da prostituição. Para alem disso com o aparecimento da SIDA, a prática da prostituição recebeu um golpe. Foi necessária a intervenção estatal para o controle e prevenção das doenças, que atingiram níveis de epidemia no final do século XX, início do século XXI.

A actividade de prostituição entre adultos em Portugal não é considerada ilegal por si só, não incorrendo em penas nem aos clientes, nem as pessoas que se prostituem. No entanto, o fomento à prostituição ou a recolha de lucros pela actividade de prostituição de terceiros é considerado crime, punível com prisão.
Embora estas leis tenham sido pensadas inicialmente para protegerem mulheres da exploração sexual por parte de terceiros, na prática invalidam também que as pessoas que se dedicam à prostituição se possam organizar entre si quer em grupos de apoio (excepto em situações específicas em que seja claro que não há nenhuma promoção da prostituição) quer para coordenação comercial.

As perguntas que deixo no ar são várias. É a prostituição algo tão prejudicial á vida em sociedade quando os seus profissionais estão informados e tem consciência dos riscos da sua prática? À semelhança do que acontece na Holanda e na Alemanha, a prostituição não deveria ser legalizada e a sua actividade licenciada e regulamentada? Isto não seria um entrave ao tráfico de seres Humanos que marca esta actividade? Mas até que ponto é que o licenciamento e a regulamentação seriam respeitados? Quem deve ter vós neste tipo de assuntos? A sociedade, que tem várias influências, quer a nível política e religioso? Ou os chamados “profissionais do sexo”? Que sabem a partir das suas experiências os riscos e as fragilidades das leis que abrangem o seu trabalho.

Bem a questão está levantada… Espero que os comentários cheguem e o debate se inicie. Afinal não pensar nas coisas e não questionar a sua existência nunca fez a Humanidade dar um passo em frente.
Diogo Silva
(Escola Secundaria de Rio Tinto)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

MARCHA LGBT PORTO

12 de Julho de 2008 no Porto

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Faz hoje dois anos desde a morte da Gisberta Salce Júnior.
Porque este é um dos exemplos da falta de Educação Sexual que não pode ser esquecido.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

4 boas razões para termos educação sexual













1. o atraso que ainda existe em portugal no que diz respeito a educação sexual, planeamento familiar e práticas de concepção
2. os problemas existentes no nosso país ao nível das doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez na adolescência
3. os preconceitos existentes na nossa sociedade ao nível dos papéis de género, sexualidade e orientação sexual
4. a necessidade de fazer chegar a educação sexual urgentemente a todas as escolas do país

ainda tens dúvidas?