quinta-feira, 10 de abril de 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
"Querer ter um filho biológico não é um desejo feminino ou masculino, é um desejo humano"
Noticia retirada de :http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/04/transexual_gravido_teme_perder_o_bebe_1258524.html
"O transexual grávido Thomas Beatie disse na última quinta-feira no programa da apresentadora norte-americana Oprah Winfrey que teme pela sua segurança e pela do bebê. Ele está grávido de seis meses.

Thomas conversa com Oprah durante o programa Foto/Reprodução
Segundo ele, os médicos admitiram que a rejeição pode matar a criança durante o parto. Na televisão, ele mostrou sua barriga para as câmeras e ainda mostrou fotos do tempo em que ainda era mulher.
O programa exibiu um vídeo entregue pela revista People, que colaborou com Oprah, no qual aparece o quarto onde ficará o bebê. Beatie disse que a garotinha será a pequena princesa do 'papai'.
Uma outra cena mostra o casal em sua cidade natal, Bend, no Oregon, no momento em que ele se submete a um ultra-som para ver o bebê no útero.

Oprah mostrou Beatie fazendo ultra som / Reprodução
"Não posso acreditar. Não posso acreditar que ela está dentro de mim", diz Beatie, enquanto observa as imagens de ultra-som. "Nós a vemos como nosso pequeno milagre", afirmou.
Sua obstetra, Kimberly James, disse a Oprah: "Esta é uma gravidez normal". Ela explicou que Beatie parou de tomar testosterona dois anos atrás e seus níveis hormonais agora estão normais.
"Este bebê é totalmente saudável", disse James. "É o que considero uma gravidez normal".

Thomas e sua companheira querem ter o filho Foto/Reprodução
A criança deve nascer em julho e o casal garante que já sabe como contar a ele como foi seu nascimento. "Ele vai ser o pai e eu serei a mãe", disse Nancy.
A mulher de Beatie, Nancy, disse no programa da Oprah que o inseminou com uma seringa, usando esperma comprado de um banco de esperma.
Os dois estão casados há cinco anos. Nancy, que tem duas filhas de um casamento anterior, também apareceu no programa e afirmou que os papéis do casal não mudarão depois da chegada do bebê.
Mudança de sexo
Beatie, que nasceu mulher, mas trocou de sexo há oito anos, contou que sua mulher há dez anos, Nancy, sofreu uma histerectomia - retirada do útero - no passado e, quando o casal decidiu iniciar uma família, coube a ele engravidar.
| Reprodução |
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| Entrevista à revista causou controvérsia nos EUA |
"Eu sou um transexual, legalmente um homem, e legalmente casado com Nancy", diss ele . "Conto com todos os direitos federais de um casamento".
Quando trocou de sexo, Beatie se submeteu a uma mastectomia - teve seus seios retirados - e iniciou uma terapia com hormônios masculinos."Mas mantive meus direitos reprodutivos", disse ele."
sábado, 22 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
Um excelente exemplo da falta de Educação Sexual
Um em cada dez estudantes universitários de Coimbra acredita que a pílula anticoncepcional protege da infecção por VIH/sida, segundo um inquérito realizado pela investigadora Aliete Cunha-Oliveira, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Aliete Cunha-Oliveira afirma que a "desculpa" da contracepção oral para não usar preservativo "é, sem dúvida, um dado preocupante" e garantiu não compreender de "onde pode ter vindo tal ideia". "Creio que esse dado terá de fazer pensar os criadores de mensagens e os responsáveis pelas políticas de prevenção e de saúde dos adolescentes e jovens", alertou a investigadora, lembrando que a esta realidade "pode não ser alheio o modelo da oferta de serviços de saúde" centrado na prevenção da gravidez ou no rastreio de infecções e cancros da mulher jovem.
Para o não uso do preservativo, 13 por cento dos jovens apontaram a questão do preço. Outro resultado indica que 41 por cento dos jovens manifestou "embaraço" em adquirir o preservativo dentro da faculdade.
No inquérito realizado a 696 estudantes das oito faculdades da Universidade de Coimbra, a investigadora concluiu que mais de metade (52,6 por cento) diz usar sempre o preservativo, mas estes continuam a ser "dados preocupantes e que não têm nada de especialmente encorajador". "Na melhor das hipóteses, 40 por cento dos jovens universitários não usam o preservativo ou não o usam de forma consistente. São muitos jovens que se põem em risco e põem em risco os outros", resumiu a investigadora, dando conta de que os resultados dos estudos não têm mostrado evoluções significativas.
Por isso, Aliete Cunha-Oliveira defende que "o modelo de luta e de campanha contra à infecção e doença atingiu, ou está próximo de atingir, o seu limite de intervenção", o que mostra a necessidade de rever a base que tem servido de "guião à luta contra a Sida em Portugal".
"Tem-se apostado demasiado no uso do preservativo, exclusivamente. E isso é manifestamente insuficiente", considerou a investigadora, atribuindo "algum significado optimista" à taxa de 30 por cento de realização de testes ao VIH, por ser a única forma de as pessoas confiarem umas nas outras. "Outra aposta fundamental terá que assentar numa educação de responsabilidade e de respeito por si e pelo outro", acrescentou.
Rapazes usam preservativo, raparigas confiam no parceiro
Quanto a comportamentos sexuais segundo o género, os rapazes referem ter mais parceiros sexuais, mais relações ocasionais e sob o efeito de álcool ou de outras drogas, mas usam mais vezes o preservativo. As raparigas, por seu lado, são predominantemente monógamas e assim tendem a não usar preservativo porque confiam na relação e no parceiro.
Em questão de informação, mais de 50 por cento registou resultados elevados no teste de conhecimentos, superior a 17 valores, numa escala de 0 a 20. Mas os altos níveis "são um tanto enganosos" quando relacionados com os comportamentos. No inquérito "algumas respostas revelam ignorância enquanto outras indiciam comportamentos de risco": mais de 30 por cento garante que quem consome álcool e outras drogas não tem mais tendência a praticar sexo sem protecção, mais de 26 por cento acredita que o vírus VIH não aparece no sémen e 18 por cento nega que haja perigo de infecção na prática desprotegida de sexo oral.
No seu estudo, que serviu de base para a tese de mestrado, Aliete Cunha-Oliveira indicou ainda "novos mitos sobre o VIH/sida", que traduzem uma "visão demasiado optimista". "De certo modo, parece estar em curso uma negação social e psicológica do problema do VIH/sida, que faz com que as pessoas pensem e se comportem como se já houvesse vacina, como se já existisse tratamento eficaz e inócuo e como se a Sida fosse uma doença banal", afirmou a investigadora, referindo que os novos mitos são fruto de mensagens da comunicação social e "pressão das ideologias".
Aliete Cunha-Oliveira trabalha há dez anos com jovens, quer no centro de saúde, quer no Centro de Atendimento de Jovens de Coimbra e constatou que embora tratando-se de estudantes com um "nível intelectual diferenciado, apresentam um número elevado de comportamentos de risco". "Fui constatando que, apesar de o preservativo ser distribuído gratuitamente, a solicitação por parte dos jovens é baixa", referiu.
"Governo catalão defende masturbação de menores"?

O governo de Pasqual Maragall i Mira - uma coligação entre a Esquerda Republicana, os ecologistas, a Esquerda Unida e os socialistas locais - afirma que, ao abrigo da Lei da Política Linguística em que se consagra o catalão como língua oficial, os folhetos teriam necessariamente de ser escritos naquele idioma.
Criticado por várias associações de pais, que reivindicam a sua intervenção na definição dos conteúdos da educação sexual, o conselho de Educação da Generalitat - dirigido por Ernest Maragall, irmão do ex-presidente do governo da região, Pasqual Maragall - sustenta que os critérios na matéria são determinados pelos especialistas e os pais não podem criticar a distribuição desses materiais entre os mais jovens.
Ernest Maragall, segundo os diários espanhóis, admitiu todavia não conhecer o conteúdo dos folhetos.
A Federação de Associações de Pais das Escolas Livres da Catalunha (FAPEL) e a secção catalã da Associação Europeia de Pais (EPA) criticam o conteúdo por este se cingir "apenas ao sexo, sem ter em conta a família", segundo o responsável da FAPEL. Por seu lado, o catalão Diego Barroso, actual presidente da EPA, insiste que "num tema como a educação sexual não se pode ir directamente às crianças sem, ao menos, o conhecimento dos pais".
O folheto dedicado às crianças define a masturbação como "algo natural, uma forma de conhecer o teu corpo e ter novas sensações", ainda que "não seja obrigatório fazê-lo". Por seu lado, a sexualidade é explicada como algo que se vive "de acordo com os teus gostos e preferências, também explorando o teu corpo, acariciando-te e dando-te prazer através da masturbação". Esta, no folheto dirigido aos jovens dos 12 aos 16 anos, é caracterizada como "opção pessoal que não te pode fazer mal".
No segundo folheto caracteriza-se o processo da puberdade como algo "que os nossos pais não são capazes de entender", detalhando-se depois todas as fases de um relacionamento sexual.
Escrito por: ABEL COELHO DE MORAIS
Notícia retirada do Diário de Notícias (on-line em www.dn.pt)

