quarta-feira, 23 de abril de 2008

9 de Maio: todas e todos à FESTA DO SEQSO!

No próximo dia 9 de Maio, estamos todas e todos convidados para a festa do movimento SEQSO - Somos Estudantes e Queremos uma Sexualidade sem Opressões. A festa será na Cooperativa Cultural Crew-Hassan (Rua das Portas de Sto. Antão, 159 - perto do Coliseu), pelas 21h30. Contaremos com a presença de representantes de vários movimentos ligados à Escola e também com a presença de Joana Ribeiro Santos (actriz da série Morangos com Açúcar). Para além disso, teremos ainda música ao vivo com:
- MANUEL JOÃO VIEIRA
(vocalista dos Irmãos Catita e dos Ena Pá 2000)
- CANTADORES DA RUSGA
(Grupo de música portuguesa)

- CHULLAGE
(Hip-Hop)


Aparece e traz amigas e amigos.
A entrada é livre.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

sexta-feira, 4 de abril de 2008

"Querer ter um filho biológico não é um desejo feminino ou masculino, é um desejo humano"

Noticia retirada de :http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/04/transexual_gravido_teme_perder_o_bebe_1258524.html


"O transexual grávido Thomas Beatie disse na última quinta-feira no programa da apresentadora norte-americana Oprah Winfrey que teme pela sua segurança e pela do bebê. Ele está grávido de seis meses.


Thomas conversa com Oprah durante o programa Foto/Reprodução


Segundo ele, os médicos admitiram que a rejeição pode matar a criança durante o parto. Na televisão, ele mostrou sua barriga para as câmeras e ainda mostrou fotos do tempo em que ainda era mulher.

O programa exibiu um vídeo entregue pela revista People, que colaborou com Oprah, no qual aparece o quarto onde ficará o bebê. Beatie disse que a garotinha será a pequena princesa do 'papai'.

Uma outra cena mostra o casal em sua cidade natal, Bend, no Oregon, no momento em que ele se submete a um ultra-som para ver o bebê no útero.


Oprah mostrou Beatie fazendo ultra som / Reprodução

"Não posso acreditar. Não posso acreditar que ela está dentro de mim", diz Beatie, enquanto observa as imagens de ultra-som. "Nós a vemos como nosso pequeno milagre", afirmou.

Sua obstetra, Kimberly James, disse a Oprah: "Esta é uma gravidez normal". Ela explicou que Beatie parou de tomar testosterona dois anos atrás e seus níveis hormonais agora estão normais.

"Este bebê é totalmente saudável", disse James. "É o que considero uma gravidez normal".


Thomas e sua companheira querem ter o filho Foto/Reprodução

A criança deve nascer em julho e o casal garante que já sabe como contar a ele como foi seu nascimento. "Ele vai ser o pai e eu serei a mãe", disse Nancy.

A mulher de Beatie, Nancy, disse no programa da Oprah que o inseminou com uma seringa, usando esperma comprado de um banco de esperma.

Os dois estão casados há cinco anos. Nancy, que tem duas filhas de um casamento anterior, também apareceu no programa e afirmou que os papéis do casal não mudarão depois da chegada do bebê.

Mudança de sexo

Beatie, que nasceu mulher, mas trocou de sexo há oito anos, contou que sua mulher há dez anos, Nancy, sofreu uma histerectomia - retirada do útero - no passado e, quando o casal decidiu iniciar uma família, coube a ele engravidar.

Reprodução
Grávido
Entrevista à revista causou controvérsia nos EUA
"Querer ter um filho biológico não é um desejo feminino ou masculino, é um desejo humano", disse Beatie, acrescentando que, quando o casal decidiu ter um filho, ele parou de tomar suas doses regulares de testosterona e voltou a ovular naturalmente, não sendo necessário o uso de nenhuma droga para aumentar a fertilidade.

"Eu sou um transexual, legalmente um homem, e legalmente casado com Nancy", diss ele . "Conto com todos os direitos federais de um casamento".

Quando trocou de sexo, Beatie se submeteu a uma mastectomia - teve seus seios retirados - e iniciou uma terapia com hormônios masculinos."Mas mantive meus direitos reprodutivos", disse ele."

sábado, 22 de março de 2008

quinta-feira, 20 de março de 2008

terça-feira, 18 de março de 2008

num mundo onde a guerra se faz às claras porque é que o amor se tem de fazer às escondidas?

"Duas lésbicas, Paula Rebeca e Carina Marmelo, dizem estar a ser alvo de perseguição por parte de alguns populares de Viana do Alentejo, onde residem e trabalham há cerca de seis meses. Têm chegado queixas ao Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), entidade para qual trabalha Paula Rebeca, como responsável da igreja do Castelo da Vila, acusando-a de provocações contra a sociedade devido a alegadas cenas íntimas com a companheira em frente à igreja e após celebrações religiosas."

Um excelente exemplo da falta de Educação Sexual


Um em cada dez estudantes universitários de Coimbra acredita que a pílula anticoncepcional protege da infecção por VIH/sida, segundo um inquérito realizado pela investigadora Aliete Cunha-Oliveira, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Aliete Cunha-Oliveira afirma que a "desculpa" da contracepção oral para não usar preservativo "é, sem dúvida, um dado preocupante" e garantiu não compreender de "onde pode ter vindo tal ideia". "Creio que esse dado terá de fazer pensar os criadores de mensagens e os responsáveis pelas políticas de prevenção e de saúde dos adolescentes e jovens", alertou a investigadora, lembrando que a esta realidade "pode não ser alheio o modelo da oferta de serviços de saúde" centrado na prevenção da gravidez ou no rastreio de infecções e cancros da mulher jovem.

Para o não uso do preservativo, 13 por cento dos jovens apontaram a questão do preço. Outro resultado indica que 41 por cento dos jovens manifestou "embaraço" em adquirir o preservativo dentro da faculdade.

No inquérito realizado a 696 estudantes das oito faculdades da Universidade de Coimbra, a investigadora concluiu que mais de metade (52,6 por cento) diz usar sempre o preservativo, mas estes continuam a ser "dados preocupantes e que não têm nada de especialmente encorajador". "Na melhor das hipóteses, 40 por cento dos jovens universitários não usam o preservativo ou não o usam de forma consistente. São muitos jovens que se põem em risco e põem em risco os outros", resumiu a investigadora, dando conta de que os resultados dos estudos não têm mostrado evoluções significativas.

Por isso, Aliete Cunha-Oliveira defende que "o modelo de luta e de campanha contra à infecção e doença atingiu, ou está próximo de atingir, o seu limite de intervenção", o que mostra a necessidade de rever a base que tem servido de "guião à luta contra a Sida em Portugal".

"Tem-se apostado demasiado no uso do preservativo, exclusivamente. E isso é manifestamente insuficiente", considerou a investigadora, atribuindo "algum significado optimista" à taxa de 30 por cento de realização de testes ao VIH, por ser a única forma de as pessoas confiarem umas nas outras. "Outra aposta fundamental terá que assentar numa educação de responsabilidade e de respeito por si e pelo outro", acrescentou.

Rapazes usam preservativo, raparigas confiam no parceiro

Quanto a comportamentos sexuais segundo o género, os rapazes referem ter mais parceiros sexuais, mais relações ocasionais e sob o efeito de álcool ou de outras drogas, mas usam mais vezes o preservativo. As raparigas, por seu lado, são predominantemente monógamas e assim tendem a não usar preservativo porque confiam na relação e no parceiro.

Em questão de informação, mais de 50 por cento registou resultados elevados no teste de conhecimentos, superior a 17 valores, numa escala de 0 a 20. Mas os altos níveis "são um tanto enganosos" quando relacionados com os comportamentos. No inquérito "algumas respostas revelam ignorância enquanto outras indiciam comportamentos de risco": mais de 30 por cento garante que quem consome álcool e outras drogas não tem mais tendência a praticar sexo sem protecção, mais de 26 por cento acredita que o vírus VIH não aparece no sémen e 18 por cento nega que haja perigo de infecção na prática desprotegida de sexo oral.

No seu estudo, que serviu de base para a tese de mestrado, Aliete Cunha-Oliveira indicou ainda "novos mitos sobre o VIH/sida", que traduzem uma "visão demasiado optimista". "De certo modo, parece estar em curso uma negação social e psicológica do problema do VIH/sida, que faz com que as pessoas pensem e se comportem como se já houvesse vacina, como se já existisse tratamento eficaz e inócuo e como se a Sida fosse uma doença banal", afirmou a investigadora, referindo que os novos mitos são fruto de mensagens da comunicação social e "pressão das ideologias".

Aliete Cunha-Oliveira trabalha há dez anos com jovens, quer no centro de saúde, quer no Centro de Atendimento de Jovens de Coimbra e constatou que embora tratando-se de estudantes com um "nível intelectual diferenciado, apresentam um número elevado de comportamentos de risco". "Fui constatando que, apesar de o preservativo ser distribuído gratuitamente, a solicitação por parte dos jovens é baixa", referiu.