
.
Vejamos o panorama da E.S. no nosso país, temos uma lei desde 1984 onde diz “O Estado garante o direito à Educação Sexual como componente do direito fundamental à Educação” onde depois se pergunta a um jovem (como eu) se já alguma vez teve educação sexual na escola, ele responde NÃO (como sabias que era isso que ia responder?). Onde os professores têm que dar como parte integrante da matéria E.S., mas depois devido há falta de tempo retiram a matéria que não sai nos exames (por acaso nunca tive um exame a falar sobre a sexualidade...será que é essa que tiram?). Para completar este magnifico bolo da transversalidade, temos estatísticas onde nos dizem que só 34,7% dos professores já tiveram algum tipo de formação em educação sexual (Se a matemática não me falha, à por ai 65,3% de prof’s sem saber o que dizer nas “supostas” aulas de E.S. que tem que dar… à coisas FANTASTICAS).
.
.
E assim vai Portugal, como o segundo país da Europa com maior número de adolescentes grávidas, e ainda por cima com o rótulo de único país da Europa onde a incidência de doenças sexualmente transmissíveis continua a subir. (Nada mau para um país com uma Educação Sexual “transparente”… oh desculpem… transversal)
.
Dados retirados do jornal "Apagina", Maio de 2005
.
Diogo Silva
(da Escola Secundaria de Rio Tinto)